Os 4 (quatro) pilares do Tax Transformation

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Na era da indústria 4.0, a área fiscal deve também aderir às novas tendências e embarcar nessa jornada de transformação digital. Por muito anos vista como uma área operacional, a área fiscal hoje assume uma posição cada vez mais estratégica dentro das companhias e, para tanto, deve adotar novas tecnologias e metodologias de trabalhos que permitam aos profissionais de tax atuarem de forma disruptiva e inovadora. Nesse sentido, o chamado Tax Transformation é uma tendência sem volta para os departamentos fiscais que querem estar inseridos na chamada indústria 4.0. e desejam se posicionar de forma mais estratégica como uma área de negócio que influencia diretamente no resultado da companhia.

A fim de abordar o tema de uma maneira mais prática e menos subjetiva, vamos iniciar uma séria sobre os 4 (quatro) pilares do Tax Transformation. Apontaremos de forma direta quais, a nosso ver, são os principais desafios a serem enfrentados, bem como as metodologias e tecnologias que poderão ser adotadas para acelerar a jornada de transformação da área fiscal.

1º Pilar: Mudança de Mindset do Time

A área fiscal não pode mais ser vista com aquela área que somente dá a “má notícia”. Guias para pagar, provisões a serem feitas, multas, fiscalizações, autuações etc… O analista, supervisor ou gestor fiscal tem que passar a ser visto como um profundo conhecedor do negócio. A área fiscal das empresas é onde transita todas as informações estratégicas da companhia. O analista fiscal tem que começar a se valorizar e se enxergar como um cientista de dados, passando a utilizar todo o seu conhecimento sobre a empresa para auxiliar outras áreas (vendas, suprimentos etc.) com insights de como otimizar as operações.

Os dados processados pela área fiscal devem ser utilizados também para fins de indicadores e para serem utilizados como fonte para de indicadores para os gestores fortalecerem uma cultura de decisões “data driven”.

2º Pilar: Robotização e Automação de Processos (RPA)

A adoção de ferramentas de Robotização e Automação de Processos (RPA) é fundamental para eliminar tarefas repetitivas e puramente operacionais para que o tempo do profissional da área fiscal seja utilizado em análises preditivas e estratégicas para a companhia.

Além do ganho de tempo, há também um salto de qualidade dos trabalhos evitando erros de processos manuais. Nesse sentido, é muito aconselhável que a área fiscal mapeie todos os processos repetitivos e utilize softwares que possam auxiliar no processo de robotização e automação.

Dentre as tecnologias disponíveis no mercado, destacamos a plataforma UIPath e também as soluções da própria Microsoft disponíveis na plataforma Power Automate. Essas são soluções “low code” e criadas justamente para usuários que não são desenvolvedores.

3º Pilar: Adoção de Metodologias Ágeis de Gestão de Projetos

A adoção de metodologias ágeis na gestão de tarefas é outro pilar essencial para que a área fiscal consiga alcançar novos patamares de excelência e agilidade na execução de rotinas e no desenvolvimento e teste de novos processos e soluções.

Inicialmente utilizada pelas áreas de tecnologia, as metodologias ágeis são hoje fundamentais em todo tipo de segmento e trabalho e tem por objetivo melhorar a comunicação, a praticidade e também ajustar o alinhamento de expectativas de entregas das tarefas.

O gestor, por sua vez, consegue ter uma visão clara das tarefas que estão sendo executadas, podendo inclusive ter métricas em relação à qualidade e observância de prazos das entregas do time, podendo fazer os ajustes necessários para dar maior fluidez possível ao processo.

As metodologias mais comuns hoje são o Scrum, Lean e o Kanban. A adoção dessas metodologias vai aumentar significativamente a produtividade da área.

4º Pilar: BI e Tax Data Analytics – Cultura de Decisões “Data-driven”

Cada vez mais os profissionais da área fiscal serão exigidos em relação a habilidades de análise de dados e, principalmente, na tradução desses dados em insights para o negócio. Por natureza, a área fiscal já concentra uma base significativa de informações da empresa, especialmente por ser responsável por prestar informações ao fisco no âmbito do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED.

Os arquivos SPED são uma ótima fonte de insights e KPIs para a gestão da carga fiscal se utilizados de forma correta. Para tanto, os profissionais da área fiscal vão precisar aprender a trabalhar em ferramentas de data analytics e BI, como o Power BI, Tableau, Qlik entre outras.

Todo profissional da área fiscal irá se tornar um verdadeiro cientista de dados e ajudará muito a área fiscal e toda a empresa na tomada de decisões orientadas a dados (“data-driven”).

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